REGRAS DO FUTEBOL DE RUA (no meu tempo!)
1º- O gordo é sempre o Guarda-redes
2º- O jogo termina quando todos estiverem cansados
3º- Embora o jogo esteja 20 a 0, “quem marcar, ganha!!”
4º- Não há árbitro
5º- Só se marca falta se for muito claro, ou se sair alguém a chorar
6º- Não há foras-de-jogo, vale estar à mama
7º- Se o dono da bola se chateia…acaba o jogo
8º- Os melhores jogadores não podem jogar na mesma equipa e são eles que escolhem os jogadores para a sua equipa
9º- Ser o último a ser escolhido é a maior humilhação
10º- Nos livres directos, a barreira vai estar sempre perto da bola
11º- A partida tem uma pausa quando passa um adulto ou uma senhora com um bébé
12º- A partida pára quando a bola entra pelo vidro de alguma casa, café, carro…ou quando passa um camião, autocarro ou carro. Se for motas ou bicicletas… segue o jogo
13º- São inimigos eternos os jogadores do bairro mais perto
14º- Os que não sabem dar um pontapé na bola, são suplentes ou quanto muito… defesas
15º- Se chegam os mais velhos, temos que sair do campo, mas não, sem protestar primeiro
16º- Há sempre um vizinho que não te deixa jogar ou que ameaça que te fica com a bola
17º- Se se aposta alguma coisa, jogamos como se fosse uma final
18º- As balizas são duas pedras, ou latas, mas vai haver sempre uma equipa que tem a baliza mais pequena
19º- Quando uma equipa marcar um golo de chapéu, a equipa adversária vai gritar sempre “FORA”( para que o golo não seja validado)
20º- Os foras são marcados com o pé e é possível atirar contra um adversário e seguir a jogada (foras “à cigano”)
21º- Num penalty, o gordo sai sempre da baliza e quem defende é o melhor jogador.
O Macaco, perdão o menino Fernandinho lider do coro paroquial de Contumil deu uma entrevista à revista Sábado, onde entre outras coisas vêm denunciar as injustiças de que têm sido ditas e escritas sobre ele, diz então o Fernandinho; "É difícil gerir as massas. Levo 300 ou 400 pessoas, muitos deles jovens que nunca foram a lado nenhum, e eles em grupo sentem-se inatingíveis, acham que estão acima de tudo. Às vezes, quando chego lá para travar isso já é tarde" E continua o Fernandinho; "As pessoas gostam de generalizar e de pôr rótulos nas coisas, dizem que somos bandidos, que sou o chefe dos bandidos. Somos uma micro-sociedade, e o que existe na sociedade existe na claque. Há toxicodependentes, traficantes, assaltantes, como também há médicos ou advogados. Há pessoas boas e más. Mas também há polícias ou políticos criminosos ou corruptos e não é por um polícia cometer um crime que todos são criminosos. Não tenho nada a ver com o que as pessoas fazem no seu dia a dia, ...
Nos anos 50/60 jogavamos em plena Estrada Nacional 209. Passavam os carros do Paupério de Valongo que trabalhava no Banco Borges em Gondomar e o táxi do Pita, do qual todos fugiamos, e ainda a camioneta da Gondomarense, mais nada.
ResponderEliminarMas esta equipa era muito moderna ,ja jogavem com uma bola de gomos ,eu nesse tempo era uma bola de trapos dentro de uma meia , mas a regra era a mesma. Gostei muito de ler esta bem pensado , obrigado au autor
ResponderEliminarVoltei n minha infancia, e me emocionei"""" pura vrdd neste texto"""""""""" obgd autor
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